Você já se pegou escolhendo a roupa do dia com base na necessidade de esconder as pernas? Para muitas mulheres e homens, a presença de telangiectasias — os famosos “vasinhos” — vai muito além de um desconforto estético. É uma questão que afeta a autoestima, a liberdade e, muitas vezes, sinaliza que a circulação sanguínea precisa de atenção. Se você busca uma solução moderna, que foge das antigas cirurgias dolorosas, a combinação de escleroterapia com laser transdérmico, conhecida como técnica CLaCS, pode ser a resposta que você procura.
No passado, tratar varizes e vasinhos era sinônimo de repouso absoluto, meias elásticas desconfortáveis por longos períodos e procedimentos cirúrgicos invasivos. Felizmente, a flebologia (área da medicina vascular dedicada às veias) evoluiu drasticamente. Hoje, no meu consultório, recebo diariamente pacientes que desejam resolver esses incômodos sem interromper sua rotina de trabalho ou lazer.
Neste artigo, vou explicar detalhadamente como funciona o método CLaCS, por que ele oferece um nível de dor significativamente menor em comparação aos métodos tradicionais e como a tecnologia de realidade aumentada mudou a precisão do diagnóstico vascular.
O que é exatamente o CLaCS?
O termo CLaCS é um acrônimo para Cryo-Laser and Cryo-Sclerotherapy. Em português, podemos traduzir como a união do Laser Transdérmico com a Escleroterapia, ambos realizados sob o efeito de um resfriamento intenso da pele (Crioanestesia).
Essa técnica foi desenvolvida para potencializar os resultados do tratamento de vasinhos e veias reticulares (aquelas veias verdinhas ou azuladas que alimentam os vasinhos). A grande inovação aqui é a sinergia: o laser e a injeção do esclerosante não competem entre si, mas se complementam.
- O Laser Transdérmico: Emite uma energia luminosa que atravessa a pele sem cortá-la. Essa energia é absorvida seletivamente pelo sangue dentro do vaso, aquecendo a parede da veia e causando seu fechamento (fototermólise).
- A Escleroterapia Química: Logo após o disparo do laser, injetamos uma pequena quantidade de glicose hipertônica (ou outro esclerosante) dentro do vaso. Como a veia já está sensibilizada pelo laser, o líquido termina de colabar as paredes do vaso, selando-o definitivamente.
Essa “dupla ação” permite que tratemos veias que, antigamente, precisariam de microcirurgias com cortes, ou que exigiriam inúmeras sessões apenas com aplicações de agulha.
Por que o procedimento dói menos? O segredo da Crioanestesia
Uma das maiores preocupações de quem chega ao meu consultório, localizado na região do ABC Paulista, é a dor. “Doutor, eu tenho pavor de agulha” ou “Já fiz secagem antes e doeu muito” são frases comuns.
No CLaCS, utilizamos um equipamento de resfriamento da pele que sopra um jato de ar gelado contínuo a temperaturas que podem chegar a -20°C. Esse resfriamento tem duas funções vitais:
- Anestesia natural: O frio intenso “adormece” as terminações nervosas da pele momentaneamente. Isso reduz drasticamente a sensação da picada da agulha e o calor do laser.
- Proteção da pele: O frio protege a epiderme (camada superficial da pele) contra o calor do laser, evitando queimaduras e marcas indesejadas.
Essa tecnologia transforma a experiência do paciente. O que antes era um procedimento tolerado com dificuldade, hoje é realizado com muito conforto, permitindo sessões mais longas e resolutivas.
Realidade Aumentada: Enxergando o invisível
Você já notou que, às vezes, um vasinho volta pouco tempo depois de tratado? Isso geralmente acontece porque a “raiz” do problema não foi tratada. Os vasinhos superficiais são frequentemente alimentados por veias nutridoras que estão um pouco mais profundas e não são visíveis a olho nu.
Para garantir a eficácia do tratamento, utilizo em minhas consultas a tecnologia de Realidade Aumentada (como o VeinViewer). Esse equipamento projeta, em tempo real sobre a pele do paciente, um mapa das veias que estão abaixo da superfície.
Ao visualizar a veia nutridora, consigo aplicar o laser e a escleroterapia exatamente na origem do refluxo. Tratar a raiz do problema é o que garante resultados mais duradouros e evita a recidiva precoce dos vasinhos.
Diagnóstico na hora: A filosofia da “Consulta Sem Pressa”
Acredito que a medicina vascular de excelência não pode ser feita em 15 minutos. Para indicar o CLaCS ou qualquer outro tratamento, é fundamental um diagnóstico preciso. Por isso, realizo o exame de Ultrassom Doppler Vascular colorido no próprio consultório, durante a consulta.
O Dr. André Américo preza por essa abordagem integral. Não se trata apenas de olhar a perna e marcar um procedimento. O Doppler nos permite mapear todo o sistema venoso, verificar o funcionamento das veias safenas e identificar se o problema é puramente estético ou se há uma insuficiência venosa crônica subjacente.
Essa comodidade de sair da consulta já com o diagnóstico e o plano de tratamento traçado é algo que meus pacientes, moradores de Santo André e cidades vizinhas, valorizam imensamente. Economiza-se tempo e ganha-se em segurança.
Recuperação e cuidados pós-procedimento
Diferente da cirurgia tradicional de varizes, que exige repouso, o CLaCS permite que o paciente retome suas atividades quase imediatamente. Não há necessidade de internação hospitalar, cortes ou suturas.
Geralmente, recomendamos:
- Evitar exposição solar direta na área tratada por alguns dias (até que as marquinhas desapareçam).
- Uso de meias de compressão por um curto período, dependendo da extensão do tratamento.
- Manter-se ativo: caminhar é incentivado logo após sair do consultório.
É uma excelente opção para quem tem uma rotina agitada e não pode se dar ao luxo de parar.
CLaCS trata Lipedema?
É importante fazer uma distinção. Embora o CLaCS seja padrão-ouro para vasinhos e veias reticulares, muitas pacientes que chegam com queixa de “pernas grossas” e dor ao toque podem ter, na verdade, um quadro de Lipedema — uma condição inflamatória do tecido adiposo.
Pacientes com Lipedema frequentemente sofrem com fragilidade capilar e hematomas espontâneos. Nesses casos, o tratamento vascular deve ser feito com cuidado redobrado. O laser pode ser utilizado para tratar os vasinhos associados ao Lipedema, mas sempre dentro de uma abordagem multidisciplinar que envolve controle da inflamação e terapia compressiva.
Segurança e Tecnologia no ABC Paulista
Para os residentes do Bairro Jardim, Campestre ou quem transita pela Alameda São Caetano e Rua das Figueiras, ter acesso a um tratamento de ponta sem precisar se deslocar até a capital é um diferencial importante.
A segurança do procedimento depende diretamente da qualificação do profissional. O uso de lasers exige conhecimento profundo de física e interação tecidual para evitar complicações. Como Cirurgião Vascular titulado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, minha prioridade é sempre a segurança aliada ao resultado estético refinado.
O tratamento de vasinhos não é “apenas estética”. É saúde vascular. Veias doentes, mesmo que pequenas, indicam falha no retorno venoso. Tratá-las previne que o quadro evolua para varizes mais grossas, inchaço crônico e manchas na pele.
Conclusão: O investimento no seu bem-estar
Se você tem evitado mostrar as pernas ou sente aquele peso cansativo ao final do dia, saiba que a tecnologia atual permite resolver esses problemas com muito mais conforto do que antigamente. O método CLaCS representa o que há de mais moderno na flebologia estética mundial, unindo a precisão do laser, a eficácia da escleroterapia e o conforto do resfriamento.
Não deixe para depois o cuidado que suas pernas merecem hoje. Convido você a agendar uma avaliação no meu consultório em Santo André. Vamos realizar um diagnóstico detalhado com Doppler, sem pressa, e desenhar o melhor plano de tratamento para o seu caso.
Cuide da sua saúde vascular com quem entende do assunto. O Dr. André Américo aguarda sua visita para devolver a leveza e a beleza das suas pernas.