Você já deixou de usar aquele par de sapatos incrível ou ficou com receio de pegar mais pesado na academia por medo de prejudicar a saúde das suas pernas? Essa é uma dúvida frequente no consultório. Quando o assunto é a saúde vascular, a quantidade de informações desencontradas na internet pode gerar mais ansiedade do que soluções. É comum ouvir que determinados hábitos do dia a dia são os grandes vilões do aparecimento de varizes, mas será que tudo isso tem fundamento científico?
Se você nota vasinhos aparecendo ou sente as pernas pesadas ao final do dia, é natural buscar culpados. No entanto, a medicina vascular evoluiu muito, e hoje compreendemos com clareza o que realmente afeta o seu sistema circulatório. Muitas vezes, o medo de desenvolver problemas vasculares afasta as pessoas de atividades que, na verdade, poderiam estar ajudando a preveni-los.
Neste artigo, vamos desvendar — com base na ciência e na minha experiência clínica de mais de 10 anos — os três maiores mitos (e verdades) que rodeiam a saúde das pernas: o uso de salto alto, a prática de musculação e o uso de anticoncepcionais. A intenção é que você possa fazer suas escolhas com tranquilidade, segurança e informação de qualidade.
Entendendo a Raiz do Problema: O que São as Varizes?
Antes de colocarmos o salto alto ou a academia no banco dos réus, precisamos entender o mecanismo por trás das varizes. As veias das pernas têm uma função desafiadora: levar o sangue de volta ao coração, contra a força da gravidade. Para isso, elas contam com pequenas válvulas que impedem o sangue de retornar para os pés.
Quando essas válvulas falham ou as paredes das veias se enfraquecem, o sangue se acumula, aumentando a pressão venosa. Isso faz com que as veias se dilatem, tortuosem e se tornem visíveis sob a pele. Portanto, qualquer fator que dificulte o retorno venoso ou enfraqueça a parede da veia pode ser considerado um fator de risco.
Mas será que seus hábitos diários são suficientes para causar esse dano estrutural? Vamos analisar caso a caso.
1. Salto Alto Causa Varizes?
Este é, talvez, o tópico mais discutido entre as mulheres que buscam um Dr. André Américo para uma avaliação estética e funcional. A resposta curta é: depende do uso, mas o salto alto não é a causa direta da doença, embora possa ser um agravante de sintomas.
A Mecânica da Panturrilha
A panturrilha é conhecida pelos cirurgiões vasculares como o “coração periférico”. Cada vez que você pisa e movimenta o tornozelo, os músculos da panturrilha se contraem e bombeiam o sangue de volta para cima. Quando usamos um salto muito alto, o tornozelo fica travado em uma posição fixa, limitando a amplitude desse movimento.
Estudos indicam que o uso prolongado e diário de saltos muito altos pode reduzir a eficiência dessa bomba muscular. Isso não significa que o salto “cria” a varize, mas ele pode dificultar a drenagem do sangue em pessoas que já têm predisposição genética, aumentando a sensação de inchaço (edema) e cansaço ao final do dia.
O Veredito
Não é necessário abandonar a elegância. O segredo está na alternância. Se você precisa usar salto no trabalho em Santo André, tente alternar com calçados mais baixos ou plataformas que permitam maior movimento do tornozelo. E sempre que possível, faça movimentos circulares com os pés quando estiver sentada para estimular a circulação.
2. Musculação: Vilã ou Aliada das Pernas?
Existe um medo comum de que fazer força na academia, especialmente em exercícios de perna como agachamento ou leg press, possa “estourar” as veias. Aqui, precisamos quebrar um grande mito: o sedentarismo é muito pior para as varizes do que a musculação.
O Papel do Músculo na Circulação
Como mencionamos, a musculatura da perna é essencial para o retorno venoso. Músculos fortes e tonificados protegem as veias e bombeiam o sangue com mais eficácia. Portanto, a musculação, quando bem orientada, é uma das melhores formas de prevenir a piora da doença venosa.
Onde Mora o Perigo?
O risco existe apenas se a prática for realizada de forma incorreta. A manobra de Valsalva (prender a respiração enquanto faz força extrema) aumenta a pressão intra-abdominal, o que pode, momentaneamente, dificultar a subida do sangue das pernas. O ideal é manter a respiração fluida durante o exercício.
Se você já possui varizes visíveis e calibrosas, é recomendável passar por uma avaliação com um cirurgião vascular antes de iniciar treinos de altíssima intensidade, mas na grande maioria dos casos, o exercício é remédio, não veneno.
3. Anticoncepcional: O Fator Hormonal
Diferente do salto alto e da musculação, a pílula anticoncepcional possui uma relação bioquímica direta com a saúde vascular. Os hormônios presentes na maioria dos contraceptivos orais (estrogênio e progesterona) atuam na parede das veias, provocando uma dilatação passiva.
Além disso, o uso de hormônios está associado a um risco aumentado de trombose venosa profunda em pacientes com predisposição genética (trombofilia). Embora as pílulas modernas tenham dosagens hormonais menores do que as de antigamente, elas ainda são consideradas um fator de risco para o desenvolvimento de vasinhos (telangiectasias) e varizes em mulheres suscetíveis.
Isso significa que você deve parar de tomar? Não necessariamente. A decisão deve ser individualizada, pesando os benefícios da contracepção contra os riscos vasculares, preferencialmente em uma conversa conjunta entre seu ginecologista e seu vascular.
O Fator X: Genética
Ao analisar esses três fatores, não podemos ignorar o “elefante na sala”: a genética. A hereditariedade é o fator mais determinante para o surgimento de varizes. Se seus pais ou avós têm o problema, a probabilidade de você desenvolvê-lo é alta, independentemente de usar salto ou pílula.
No entanto, a genética não é uma sentença. Hábitos saudáveis e acompanhamento médico precoce podem retardar o aparecimento dos sintomas e manter suas pernas bonitas e saudáveis por muito mais tempo.
Diagnóstico Preciso e Tecnologia: A Chave do Tratamento
Muitas pacientes chegam ao meu consultório, localizado próximo ao Bairro Jardim em Santo André, acreditando que a solução para suas pernas envolve cirurgias complexas e internações longas. Felizmente, a tecnologia mudou esse cenário.
Para saber exatamente qual é a causa do seu inchaço, da dor ou dos vasinhos, não basta olhar a pele. É fundamental investigar o funcionamento interno das veias.
A Diferença da “Consulta Sem Pressa”
Na minha prática clínica, adoto o conceito de atendimento integral. Isso significa que, já na primeira consulta, realizamos o Ultrassom Doppler Vascular. Esse exame é indolor e permite mapear a circulação em tempo real. Com ele, consigo mostrar para a paciente, na tela do aparelho, onde está o refluxo sanguíneo e por que as varizes estão aparecendo.
Isso elimina a necessidade de ir a outro laboratório, esperar dias pelo laudo e retornar ao médico. O diagnóstico é imediato, o que nos permite traçar um plano de tratamento na hora.
Tratamentos Modernos e Minimamente Invasivos
Hoje, evitamos ao máximo a cirurgia tradicional de “arrancar” a veia safena (flebectomia convencional) quando existem opções menos agressivas. Utilizamos tecnologias como:
- Laser Transdérmico: Para vasinhos estéticos, muitas vezes combinado com a escleroterapia (resfriamento da pele para conforto).
- Laser Endovenoso: Uma fibra ótica fina é introduzida na veia doente para cauterizá-la por dentro, sem cortes grandes e com recuperação muito rápida.
- Escleroterapia com Espuma: Para varizes mais grossas e tortuosas em pacientes que não podem ou não querem operar.
Essas técnicas permitem que a paciente retorne às suas atividades rotineiras — inclusive ao trabalho e, em poucos dias, à academia — muito mais rápido do que antigamente.
More no ABC Paulista e Cuide da Sua Saúde Vascular
Se você reside na região do ABC, seja perto da Rua das Figueiras, do Parque Celso Daniel ou nas imediações da Alameda São Caetano, sabe que a qualidade de vida passa por sentir-se bem com o próprio corpo. Ignorar o cansaço nas pernas ou os vasinhos que aumentam a cada ano não é a melhor estratégia.
O mito de que “tratar varizes é apenas estética” já caiu por terra. Trata-se de saúde, bem-estar e mobilidade. A região de Santo André conta com infraestrutura médica de ponta para oferecer esse cuidado.
Conclusão
Respondendo à pergunta do título: salto alto e anticoncepcional podem, sim, influenciar a saúde das suas veias, mas raramente agem sozinhos. Já a musculação, quando bem feita, é uma grande protetora. O verdadeiro vilão costuma ser o adiamento do cuidado.
Não espere as pernas doerem para buscar ajuda. A medicina vascular moderna é preventiva, tecnológica e focada no seu conforto. Se você busca um cirurgião vascular em Santo André que valorize seu tempo e ofereça um diagnóstico preciso e imediato, convido você a conhecer uma nova forma de cuidar da sua circulação.
O Dr. André Américo está à disposição para realizar sua avaliação com a tranquilidade e a tecnologia que você merece. Cuide de quem te sustenta todos os dias: as suas pernas.