Chegar aos 50 anos é um marco de maturidade e conquistas, mas também é o momento em que o corpo começa a emitir sinais que exigem uma atenção redobrada, especialmente no sistema vascular. Você já parou para pensar que, mesmo sem sentir dor alguma, suas artérias podem estar sofrendo alterações silenciosas? A aterosclerose é exatamente esse inimigo invisível: o acúmulo progressivo de placas de gordura e cálcio nas paredes dos vasos, que endurece as artérias e estreita o caminho por onde o sangue deve passar.
Muitos pacientes chegam ao consultório acreditando que problemas de circulação se manifestam apenas através de dores nas pernas ou inchaço visível. No entanto, quando falamos das artérias carótidas — os principais “tubos” que levam sangue oxigenado do coração para o cérebro —, o silêncio pode ser perigoso. O bloqueio dessas vias é uma das principais causas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma condição que pode mudar a vida de uma pessoa e de sua família em questão de segundos. Por isso, a prevenção ativa, e não apenas a reação aos sintomas, é a chave para a longevidade com qualidade.
Se você reside na região do ABC Paulista e busca entender como proteger sua saúde neurológica e vascular, este artigo foi escrito para você. Vamos explorar, de forma clara e técnica, por que o ultrassom de carótidas deve fazer parte do seu check-up anual.
O que é a Aterosclerose e por que ela ataca as Carótidas?
A aterosclerose é uma doença sistêmica e inflamatória crônica. Embora possa ocorrer em qualquer artéria do corpo, ela tem uma predileção perigosa pelas bifurcações dos vasos, onde o fluxo sanguíneo é mais turbulento. As carótidas, localizadas em ambos os lados do pescoço, são vitais para a irrigação cerebral. Com o passar dos anos, fatores como colesterol alto (LDL), hipertensão arterial, diabetes, tabagismo e sedentarismo contribuem para a lesão da parede interna dessas artérias (endotélio).
Como resposta a essa lesão, o corpo tenta “cicatrizar” a área acumulando gordura, células inflamatórias e cálcio, formando a placa aterosclerótica. O problema reside em dois cenários principais:
- Estenose (Estreitamento): A placa cresce tanto que reduz significativamente o fluxo de sangue para o cérebro, causando isquemia.
- Embolia: Um pedaço dessa placa se solta (ou um coágulo se forma sobre ela) e viaja até o cérebro, bloqueando vasos menores e causando um AVC isquêmico.
Diferente de varizes ou inchaços nas pernas, a aterosclerose carotídea raramente causa dor local. O primeiro “sintoma” pode ser, infelizmente, um derrame. É aqui que entra a importância vital do rastreamento preventivo.
O Papel do Ultrassom com Doppler Vascular no Diagnóstico Precoce
Antigamente, diagnósticos vasculares precisos exigiam procedimentos invasivos e complexos. Hoje, a tecnologia joga a nosso favor. O exame padrão-ouro para a triagem inicial e acompanhamento da doença carotídea é o Ultrassom com Doppler Vascular (Ecografia Vascular).
Este exame, que realizamos rotineiramente em nossa clínica, utiliza ondas sonoras para criar imagens das artérias e, através do efeito Doppler, permite visualizar o fluxo sanguíneo em cores e medir sua velocidade. É um procedimento:
- Não invasivo: Sem agulhas ou contrastes iodados.
- Indolor: O paciente sente apenas o transdutor deslizando sobre o pescoço.
- Seguro: Não utiliza radiação (raio-X).
- Imediato: O diagnóstico é feito em tempo real.
Para pacientes em Santo André e arredores, a vantagem de realizar este exame com um especialista é a precisão. O Dr. André Américo, além de Cirurgião Vascular, é especialista em Ecografia Vascular. Isso significa que, durante a consulta, ele não apenas solicita o exame para outro dia ou outro laboratório; ele tem a capacidade técnica de avaliar suas carótidas ali mesmo, integrando a imagem clínica com a história do paciente.
Quem deve fazer o exame de Carótidas?
Embora o título deste artigo mencione os 50 anos como um marco, a indicação pode ser antecipada dependendo do perfil de risco. As diretrizes médicas atuais, incluindo as da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), recomendam o rastreamento para:
- Pessoas acima de 50 anos com fatores de risco cardiovasculares (diabetes, hipertensão, dislipidemia).
- Todos os pacientes acima de 65 anos, independentemente de fatores de risco.
- Pacientes com histórico familiar de AVC ou infarto precoce.
- Tabagistas ou ex-tabagistas de longa data.
- Pacientes que já apresentaram sopro carotídeo (um ruído que o médico escuta ao colocar o estetoscópio no pescoço).
Se você se enquadra em algum desses grupos e frequenta a região do Bairro Jardim ou próximo à Rua das Figueiras, sabe que a conveniência de resolver essas questões perto de casa é fundamental. A “consulta sem pressa” permite que revisemos todo esse histórico familiar e pessoal detalhadamente.
Estenose de Carótida: Tratamento Clínico ou Cirurgia?
Uma das maiores angústias do paciente ao descobrir uma placa na carótida é: “Vou precisar operar?”. A resposta, na grande maioria dos casos, é tranquilizadora: nem sempre.
A medicina vascular moderna preza pela intervenção precisa. O tratamento depende do grau de estenose (o quanto a artéria está fechada) e se a placa é sintomática ou assintomática.
Tratamento Clínico (Conservador)
Para estenoses leves a moderadas (geralmente abaixo de 50-70%), o tratamento é focado em estabilizar a placa e impedir seu crescimento. Isso envolve:
- Controle rigoroso da pressão arterial e diabetes.
- Uso de estatinas para reduzir o colesterol e inflamação da placa.
- Antiagregantes plaquetários (como aspirina), se indicado pelo médico.
- Mudanças de estilo de vida: dieta balanceada, exercícios e cessação do tabagismo.
Tratamento Cirúrgico ou Endovascular
Quando a estenose é grave (geralmente acima de 70%) ou o paciente já teve sintomas (como um “mini-AVC” ou ataque isquêmico transitório), a intervenção pode ser necessária para “limpar” ou abrir o vaso. Existem duas técnicas principais:
- Endarterectomia de Carótida: Uma cirurgia aberta onde a artéria é aberta e a placa removida manualmente. É um procedimento clássico e muito seguro em mãos experientes.
- Angioplastia com Stent: Um procedimento minimamente invasivo, onde um cateter é guiado até a carótida (similar a um cateterismo cardíaco) e um stent (rede metálica) é expandido para abrir a artéria, protegendo o cérebro com filtros especiais durante o processo.
A decisão entre uma técnica e outra é complexa e deve ser tomada em uma consulta detalhada, avaliando a anatomia do paciente e suas condições gerais.
A Importância de uma Abordagem Integrada no ABC Paulista
Muitas vezes, a medicina de convênio ou de “linha de produção” fragmenta o cuidado: você passa no cardiologista, que pede o exame, você vai a um laboratório, faz o exame com um técnico, volta ao médico semanas depois… Nesse intervalo, a ansiedade cresce e oportunidades de tratamento precoce podem se perder.
Nossa proposta de atendimento em Santo André é diferente. Valorizamos o tempo e o acolhimento. Ao realizar o Ultrassom Doppler durante a consulta, eliminamos etapas burocráticas e oferecemos o diagnóstico na hora. Isso é essencial para pacientes exigentes, que valorizam sua saúde e seu tempo.
Estar localizado próximo a pontos de referência como o Grand Plaza Shopping ou o Parque Celso Daniel facilita o acesso para quem busca um angiologista no ABC que alie tecnologia de ponta com um atendimento humano e empático.
Conclusão: Prevenção é o Melhor Investimento
A aterosclerose é uma condição séria, mas gerenciável quando detectada precocemente. O medo do desconhecido não deve impedi-lo de buscar ajuda. Pelo contrário, o conhecimento sobre a saúde das suas artérias é o que lhe dará poder para viver mais e melhor.
Se você tem mais de 50 anos ou fatores de risco, não espere sintomas aparecerem. O cuidado vascular preventivo é um ato de amor próprio e de responsabilidade com quem você ama.
Mora ou trabalha no ABC Paulista? O Dr. André Américo está à disposição em seu consultório no Bairro Jardim, em Santo André, para realizar sua avaliação vascular completa, com ultrassom na hora e toda a atenção que você merece. Agende sua consulta e invista na sua tranquilidade.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O Ultrassom de Carótidas precisa de preparo (jejum)?
Geralmente não é necessário jejum para o ultrassom das carótidas, diferentemente do ultrassom abdominal. É um exame prático que pode ser realizado durante a consulta de rotina.
2. Sinto tontura frequente, pode ser carótida entupida?
A tontura pode ter diversas causas (labirintite, problemas de coluna, pressão), mas também pode estar associada à insuficiência vertebrobasilar ou carotídea grave. Somente o exame físico e o Doppler podem diferenciar a causa vascular.
3. Se eu tiver placas de gordura, elas podem desaparecer com remédio?
As placas calcificadas dificilmente “desaparecem” completamente, mas o tratamento clínico adequado pode estabilizá-las, impedir que cresçam e reduzir o risco de inflamação e ruptura, prevenindo o AVC.
4. A cirurgia de carótida é perigosa?
Todo procedimento cirúrgico envolve riscos, mas quando indicado corretamente e realizado por um cirurgião vascular experiente, os benefícios na prevenção de um AVC superam largamente os riscos do procedimento.
5. Qual a frequência ideal para repetir o exame?
Depende do resultado inicial. Se estiver normal, a cada 1 ou 2 anos. Se houver placas, o monitoramento pode ser semestral ou anual, conforme a orientação do Dr. André Américo.