Você já notou um machucado na perna ou no pé que, apesar de todos os cuidados caseiros e pomadas, simplesmente se recusa a fechar? Talvez tenha começado como um pequeno arranhão, uma picada de inseto ou uma bolha, mas semanas se passaram e a situação apenas piorou. Se você está vivendo essa angústia, saiba que uma ferida que não cicatriza raramente é apenas um problema de pele; na grande maioria das vezes, é um grito de socorro do seu sistema circulatório.
Essa situação gera um ciclo de ansiedade compreensível. O medo de uma infecção grave, a dificuldade de usar sapatos fechados e, em casos mais severos, o fantasma da amputação, são preocupações reais que tiram o sono de muitos pacientes. No entanto, a persistência dessa lesão não é “má sorte” ou “idade”. É um sinal clínico.
Como cirurgião vascular, vejo diariamente pacientes que chegam ao consultório após meses de tratamentos ineficazes. O segredo para a cura não está apenas no curativo que se coloca sobre a ferida, mas sim em restaurar o fluxo sanguíneo que passa por baixo dela. Se você reside no ABC Paulista e busca entender o que está acontecendo com suas pernas, este artigo foi escrito para você.
O que define uma ferida crônica?
Medicamente, qualquer ferida que não apresente sinais significativos de cicatrização em até quatro semanas, ou que não feche completamente em oito semanas, é considerada uma ferida crônica. Diferente de um corte simples que o corpo resolve sozinho, essas lesões estacionam em uma fase inflamatória.
Isso acontece porque o “combustível” necessário para a regeneração dos tecidos — oxigênio e nutrientes transportados pelo sangue — não está chegando corretamente ao local, ou porque o sangue “sujo” (venoso) não está conseguindo retornar ao coração, acumulando toxinas na região.
As causas mais comuns que tratamos aqui na clínica incluem:
- Úlceras Venosas: Representam a maioria dos casos. Ocorrem devido à insuficiência venosa crônica (varizes não tratadas), onde o sangue fica represado nas pernas.
- Úlceras Arteriais: Mais dolorosas e perigosas, causadas pela má circulação que impede o sangue de chegar às extremidades (aterosclerose).
- Pé Diabético: Uma combinação de falta de sensibilidade (neuropatia) e má circulação, tornando o paciente suscetível a traumas que não sente.
A conexão perigosa: Varizes e a Úlcera Venosa
Muitos pacientes se surpreendem ao descobrir que aquela ferida no tornozelo, geralmente na face interna da perna, é consequência direta de varizes que foram ignoradas por anos. Não estamos falando apenas daquelas veias grossas e visíveis, mas de uma falha nas válvulas venosas profundas.
Quando as veias falham, a pressão sanguínea na parte inferior da perna aumenta drasticamente (hipertensão venosa). Esse aumento de pressão faz com que líquidos e células inflamatórias vazem para a pele, tornando-a escurecida, endurecida e frágil. Nesse estágio, qualquer coceira pode abrir uma ferida que não cicatriza.
O tratamento, neste caso, não é apenas limpar a ferida. É preciso tratar a veia doente. No consultório do Dr. André Américo, utilizamos tecnologias minimamente invasivas, como o Laser Endovenoso ou a Espuma Densa, para fechar a veia problemática sem cortes traumáticos, permitindo que a úlcera finalmente cicatrize.
O sinal de alerta máximo: Risco de Amputação e Diabetes
A situação torna-se mais crítica quando falamos de obstrução arterial e diabetes. Pacientes diabéticos ou tabagistas correm um risco maior de desenvolver úlceras arteriais. Diferente das venosas, estas feridas costumam ter o fundo pálido ou necrosado (preto) e são extremamente dolorosas — embora, no diabético, a dor possa estar ausente devido à perda de sensibilidade.
Se você tem diabetes e nota uma ferida no pé que não dói, mas não fecha, o sinal de alerta deve ser vermelho. A falta de dor é a armadilha que leva muitos a adiarem a consulta. Quando a infecção atinge o osso (osteomielite) ou quando a circulação é interrompida (gangrena), o risco de amputação torna-se real.
A boa notícia é que a intervenção precoce de um cirurgião vascular pode reverter quadros que pareciam perdidos. Técnicas de revascularização (desentupimento das artérias) podem salvar o membro e devolver a qualidade de vida.
Por que pomadas e curativos caseiros não funcionam?
Um erro comum que observo em pacientes que chegam de Santo André e região é a automedicação. O uso indiscriminado de antibióticos tópicos ou receitas caseiras pode criar resistência bacteriana e irritar ainda mais a pele ao redor da lesão (eczema).
Entenda: a pomada trata a superfície. O problema é interno. Enquanto não corrigirmos a hemodinâmica (a circulação do sangue), a pele não terá força biológica para se fechar. É como tentar pintar uma parede que tem um vazamento de cano por dentro; a tinta (pomada) nunca vai segurar enquanto o vazamento (má circulação) não for consertado.
A importância do Diagnóstico Imediato com Doppler
Em uma medicina que muitas vezes se tornou rápida e impessoal, eu defendo e pratico a “consulta sem pressa”. Para quem sofre com uma ferida crônica, cada dia conta e a espera por exames externos pode ser angustiante.
Por isso, um dos grandes diferenciais do nosso atendimento é a realização do Ultrassom Doppler Vascular (Ecografia) no momento da consulta. Não é preciso aguardar dias por um laudo. Com este exame, conseguimos:
- Mapear exatamente quais veias estão insuficientes;
- Verificar se há obstruções nas artérias que irrigam a ferida;
- Definir, na hora, a melhor estratégia de tratamento.
Essa agilidade é crucial. Identificar se a úlcera é venosa, arterial ou mista muda completamente a abordagem terapêutica. Por exemplo, o uso de terapia compressiva (meias ou faixas), que é excelente para úlceras venosas, pode ser desastroso e agravar uma úlcera arterial.
Tratamentos Modernos perto de você no ABC
A medicina vascular evoluiu muito. Hoje, evitamos internações longas e cirurgias abertas sempre que possível. Para pacientes do Bairro Jardim e arredores, oferecemos protocolos que integram:
- Diagnóstico de Precisão: Mapeamento completo da circulação.
- Tratamento da Causa Base: Uso de Laser Transdérmico, Endolaser ou Espuma para tratar varizes, ou encaminhamento para revascularização em casos arteriais.
- Curativos Especiais: Orientação sobre coberturas tecnológicas que aceleram a granulação do tecido.
- Laserterapia de Baixa Potência: Uma tecnologia auxiliar que ajuda a reduzir a inflamação e acelera a cicatrização da ferida localmente.
Quando procurar o Cirurgião Vascular?
Não espere a dor se tornar insuportável ou a ferida aumentar de tamanho. Você deve procurar um especialista vascular imediatamente se:
- A ferida não cicatrizou após 4 semanas;
- Houver sinais de infecção (vermelhidão intensa ao redor, calor, pus ou febre);
- Você é diabético e encontrou qualquer lesão nos pés;
- A perna estiver inchada, pesada ou com a pele escurecida ao redor da ferida;
- Sentir dor ao caminhar que alivia ao parar (claudicação).
Sua recuperação começa com uma escolha
Lidar com uma ferida que não cicatriza é exaustivo fisicamente e emocionalmente. Mas você não precisa enfrentar isso sozinho, nem aceitar que “é assim mesmo”. Existe tecnologia e conhecimento médico para reverter esse quadro.
Se você valoriza um atendimento humano, onde o médico olha nos seus olhos, explica o problema com clareza e oferece o diagnóstico no mesmo dia, convido você a conhecer meu consultório. Estamos localizados estrategicamente próximo à Rua das Figueiras e ao São Caetano do Sul, prontos para oferecer a segurança técnica que você precisa.
Não deixe para depois. A saúde das suas pernas é a base da sua liberdade de movimento. Agende sua avaliação com o Dr. André Américo e vamos juntos traçar o caminho para a cicatrização definitiva.