Chegar em casa após um longo dia de trabalho, tirar os sapatos e sentir aquele alívio imediato é uma sensação comum. Mas, para muitas pessoas, esse momento vem acompanhado de um desconforto que não passa apenas com o descanso: uma sensação de peso, latejamento e inchaço que parece aumentar a cada semana.
Você já se perguntou se essa dor nas pernas e cansaço excessivo é apenas reflexo da rotina corrida ou se o seu corpo está tentando lhe enviar um aviso?
Muitos pacientes que recebo no meu consultório em Santo André demoraram anos para buscar ajuda. Eles acreditavam que sentir as pernas pesadas era uma consequência natural da idade ou de passar muito tempo sentado no escritório. O problema é que, muitas vezes, o que parece simples fadiga muscular é, na verdade, o primeiro estágio de uma insuficiência venosa.
Neste artigo, vamos conversar sobre como identificar se a sua circulação precisa de atenção e por que ignorar esses sinais pode custar caro para a sua saúde no futuro.
O Que Está Acontecendo com Suas Pernas?
Para entender a dor, precisamos visualizar como o corpo funciona. O sangue precisa descer para as pernas (levado pelas artérias) e voltar para o coração (pelas veias), contra a gravidade.
Para realizar essa tarefa hercúlea, suas veias possuem pequenas válvulas que funcionam como comportas: elas abrem para o sangue subir e fecham para ele não descer. Quando essas válvulas falham ou enfraquecem, o sangue “escorrega” para baixo e fica represado nas pernas.
Esse congestionamento sanguíneo aumenta a pressão interna, dilata as veias e gera a inflamação que você sente como peso e cansaço. É o que chamamos clinicamente de Insuficiência Venosa Crônica.
5 Sinais de que Não é “Apenas Cansaço”
Como diferenciar uma dor muscular de um problema vascular? Aqui estão os cinco sinais de alerta que observo com mais frequência na prática clínica:
1. O “Peso” Vespertino
A característica mais marcante da má circulação é a piora ao longo do dia. Você acorda bem, mas, a partir do meio da tarde, as pernas começam a pesar “toneladas”. Se você trabalha em escritórios na região do ABC Paulista ou passa horas no trânsito, a falta de movimento da panturrilha agrava essa sensação.
2. Marcas de Meia e Inchaço (Edema)
Observe seus tornozelos. Se ao retirar as meias ou sapatos você nota marcas profundas na pele, ou se percebe que o ossinho do tornozelo “desapareceu” sob um inchaço, isso indica retenção de líquido ligada à dificuldade de retorno venoso.
3. Coceira e Alterações na Pele
Muitas pessoas acham que estão com alergia a algum creme, mas a coceira (prurido) na região das pernas, especialmente perto dos tornozelos, é um sinal clássico de estase venosa (sangue parado). A pele pode ficar mais seca, sensível e, com o tempo, adquirir uma coloração acastanhada.
4. Câimbras Noturnas e “Pernas Inquietas”
Você se deita para dormir, mas não consegue encontrar uma posição confortável? A síndrome das pernas inquietas e as câimbras repentinas durante a noite são formas do seu corpo reagir à má oxigenação dos tecidos causada pela circulação ineficiente.
5. Os “Vasinhos” (Telangiectasias)
Aquele emaranhado de linhas roxas ou avermelhadas na pele não é apenas um problema estético. Eles são a “ponta do iceberg”. Frequentemente, esses vasinhos são alimentados por veias nutriciais maiores e doentes que não são visíveis a olho nu, mas que estão sobrecarregando o sistema.
Por que o Diagnóstico Precoce Muda Tudo?
Existe um mito de que só se procura um cirurgião vascular quando as varizes estão grossas e saltadas. Esse é um erro perigoso.
A doença venosa é progressiva. O que hoje é apenas um cansaço excessivo, amanhã pode se tornar uma flebite, uma trombose ou uma úlcera de difícil cicatrização. A medicina moderna foca na prevenção e na intervenção minimamente invasiva.
Quando diagnosticamos o problema no início — muitas vezes usando tecnologias simples e indolores como o Ultrassom Doppler —, conseguimos evitar cirurgias complexas no futuro. Tratamentos modernos, como o laser transdérmico, podem ser feitos no próprio consultório, sem necessidade de repouso absoluto.
Um Convite ao Autocuidado no ABC
Se você se identificou com algum desses sintomas, não normalize a dor. Viver com as pernas pesadas não faz parte do “pacote” da vida adulta.
No meu consultório, priorizo o conceito de “consulta sem pressa”. Acredito que, para tratar a dor nas pernas, precisamos entender a rotina do paciente, seus hábitos e investigar a circulação com profundidade e tecnologia.
Moradores de Santo André, São Caetano e região têm à disposição um atendimento que une a segurança técnica de um especialista titulado pela SBACV com o acolhimento humano que você merece.
O primeiro passo é a informação. Se esses sintomas são familiares para você, considere agendar uma avaliação de rotina. Cuidar da circulação é garantir que suas pernas continuem te levando longe, com leveza e saúde.